quinta-feira, 20 de novembro de 2014

IDADE DA LOBA É MITO OU VERDADE?



A expressão idade da loba ficou conhecida por designar a mulher que chega aos 40 anos. Existem diversas interpretações sobre o que isso significa, mas a ideia principal é de que a mulher nessa faixa etária estaria mais ativa, madura, livre e até mesmo voraz do ponto de vista sexual.
Popularizada nos anos 1990, será que essa expressão ainda faz sentido nos dias hoje, décadas depois da emancipação feminina? As mulheres e os especialistas entrevistados por UOL Comportamento não têm uma opinião unânime.

Para a psicóloga Regina Beatriz Silva Simões, especialista em sexologia clínica e autora do livro "A Mulher de 40" (Editora Gutenberg), a comparação ainda é válida. Partindo dessa analogia, Regina acredita que o lobo transmite a imagem de um animal forte, vigoroso e desenvolvido. "A mulher nessa idade é como uma loba, está pronta, atenta, já sabe o que não lhe faz bem", diz.
Já para a psicanalista Lígia Guerra, escritora e comentarista na área de comportamento feminino, a expressão perdeu um pouco o sentido com as transformações ocorridas nos últimos anos. "Vejo que a mulher não quer perder tempo em nenhuma idade, seja aos 20 ou aos 60", afirma. O final do ciclo reprodutivo, que geralmente ocorre nessa faixa etária, entre os 45 e 50 anos, marca a chamada idade da loba. Antigamente, era somente após esse período, depois de criar os filhos, que a mulher tinha mais liberdade para desfrutar da própria vida. "Hoje, ela equaciona tudo isso junto com a carreira. Tempos atrás não havia essa preocupação. A mulher ficou mais dinâmica", acrescenta Lígia.

Alterações fisiológicas

Existe o mito de que com o aumento da idade surge também uma maior necessidade sexual, na fase em que o corpo feminino ainda está exuberante, como se fosse um último suspiro antes da decadência hormonal. "Há mulheres de todos os tipos aos 40 anos, mesmo do ponto de vista fisiológico", desmistifica Ramon Moreira, ginecologista e coordenador do Departamento de Sexologia da CMMG (Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais).
Segundo o médico, nessa faixa etária, acontece o climatério, período que antecede a menopausa, porém as alterações não são as mesmas para todas. "Há mulheres com hormônios estrogênios dentro dos limites de normalidade até quase 50 anos e outras com redução já aos 40", cita. O ginecologista também diz que a testosterona pode aumentar ou diminuir e que o padrão sexual é algo que se forma ao longo da vida, conforme a cultura, o grau de liberdade e outros fatores que vão além dos aspectos fisiológicos.
Para a jornalista e escritora Andrea Franco Lopes, autora do livro "40, Sim! E Daí?" (Matrix Editora), os 40 anos são significativos, inclusive em relação à sexualidade. "A mulher de 40 anos está menos submetida a reflexos de uma educação que não a estimulou para uma vida sexual. Está mais audaciosa, se permite e ousa mais", afirma. 

Na visão dela, a idade da loba diz respeito à emancipação feminina e a um comportamento menos passivo. Andrea conta que resolveu escrever o livro para quebrar o preconceito da sociedade que muitas vezes vê a mulher acima dos 40 anos como velha. "Eu queria mostrar que uma mulher pode ser bonita, feliz, produtiva e atuante também aos 40 e não só com 18, 20 anos", revela.
Os especialistas concordam que, de maneira geral, nessa faixa etária, há um desejo de não perder tempo e realizar sonhos e vontades, sem tanta preocupação com o julgamento alheio. "A mulher aos 40 tem uma urgência maior de vida, que vai se refletir na sexualidade. Porque ela quer vivenciar a vida com mais intensidade", diz Lígia Guerra.
Além disso, na opinião de Regina Simões, é comum que exista uma tranquilidade maior na entrega sexual, em decorrência das experiências passadas e de saber dizer melhor "sim" ou "não". "A mulher de 40 é bem diferente da de 20. É mais ousada, tranquila e até inquieta, por não ter ousado tanto ainda", diz.

Muitas mulheres na idade da loba ainda estão no auge da beleza física. Neste ano, a atriz espanhola Penélope Cruz foi eleita, aos 40, a mulher mais sexy do mundo pela Esquire, revista norte-americana.
Um corpo ainda jovial aliado a uma maior autoconfiança acaba atraindo com frequência homens mais jovens. "Ela transmite uma segurança que a garota de 20 não tem. E nada mais atraente para um homem do que uma mulher segura", fala Lígia.
Por outro lado, a psicóloga, também autora do livro "Mulher às Avessas" (Editora Sextante), ressalta que o interesse delas pelos jovens acontece em função do vigor e da atenção que eles costumam direcionar a elas. "Às vezes, a mulher entra em um espaço de invisibilidade para os homens da idade dela, que não a olham como um garoto de 20 anos olha. Isso seduz, ela se sente desejada, valorizada", explica.
Mesmo que o papel de loba continue valendo para algumas mulheres, a maneira de vivenciar esse período mudou, principalmente na última década, na opinião da psicóloga Regina Simões, que atende o público feminino em seu consultório há 32 anos. "Elas ficaram mais calmas para escolher o parceiro e definirem o que querem da vida. É muito corriqueiro que mulheres nessa faixa etária ainda estejam pensando se vão ou não constituir família", constata.
LINK:http://mulher.uol.com.br/comportamento/noticias/redacao/2014/11/18/idade-da-loba-e-mito-ou-verdade-veja-analise-e-opine.htm

terça-feira, 28 de outubro de 2014

RECEITA PARA UMA FAMÍLIA FELIZ



PARA REFLETIR....LINDO TEXTO!!! 

Família é prato difícil de preparar. São muitos ingredientes. Reunir

todos é um problema…Não é para qualquer um. Os truques, os segredos, o

imprevisível. Às vezes, dá até vontade de desistir…

Mas a vida… sempre arruma um jeito de nos entusiasmar e abrir o apetite. O tempo põe a mesa, determina o número de cadeiras e os lugares. Súbito, feito milagre, a família está servida. Fulana sai a mais inteligente de todas. Beltrano veio no ponto, a mais brincalhão e comunicativo, unanime. Sicrano, quem diria? Solou, endureceu, murchou antes do tempo. Este é o mais gordo, generoso, farto, abundante. Aquele, o que surpreendeu e foi morar longe.
Ela, a mais apaixonada. A outra, a mais consistente…Já estão aí? Todos?

Ótimo. Agora, ponha o avental, pegue a tábua, a faca mais afiada e tome alguns cuidados. Logo, logo, você também estará cheirando a alho e cebola.
Não se envergonhe de chorar. Família é prato que emociona. E a gente chora mesmo. De alegria, de raiva ou de tristeza. Primeiro cuidado: temperos exóticos alteram o sabor do parentesco. Mas, se misturadas com delicadeza, estas especiarias, que quase sempre vêm da África e do Oriente e nos parecem estranhas ao paladar tornam a família muito mais colorida, interessante e saborosa. Atenção também com os pesos e as medidas. Uma pitada a mais disso ou daquilo e, pronto: é um verdadeiro desastre. Família é prato extremamente sensível. Tudo tem de ser muito bem pesado, muito bem medido. Outra coisa: é preciso ter boa mão, ser profissional. Principalmente na hora que se decide meter a colher. Saber meter a colher é verdadeira arte. Uma grande amiga minha desandou a receita
de toda a família, só porque meteu a colher na hora errada. O pior é que ainda tem gente que acredita na receita da família perfeita. Bobagem. Tudo ilusão. Não existe Família à Oswaldo Aranha; Família à Rossini, Família à Belle Manière; Família ao Molho Pardo (em que o sangue é fundamental para o preparo da iguaria). Família é afinidade, é à Moda da Casa. E cada casa gosta de preparar a família a seu jeito. Há famílias doces.
Outras, meio amargas. Outras apimentadíssimas. Há também as que não têm gosto de nada, seria assim um tipo de Família Dieta, que você suporta só para manter a linha.Seja como for, família é prato que deve ser servido sempre quente, quentíssimo. Uma família fria é insuportável, impossível de se engolir.
Enfim, receita de família não se copia, se inventa. A gente vai aprendendo aos poucos, improvisando e transmitindo o que sabe no dia a dia. A gente cata um registro ali, de alguém que sabe e conta, e outro aqui, que ficou no pedaço de papel. Muita coisa se perde na lembrança. Principalmente na cabeça de um velho já meio caduco como eu. O que este veterano cozinheiro pode dizer é que, por mais sem graça, por pior que seja o paladar, família é prato que você tem que experimentar e comer. Se puder saborear, saboreie.
Não ligue para etiquetas. Passe o pão naquele molhinho que ficou na porcelana, na louça, no alumínio ou no barro.
Aproveite ao máximo. Família é prato que, quando se acaba, nunca mais se repete.”
Fonte: Trechos do livro “O Arroz de Palma” de Francisco Azevedo.



PS. Com 87 aninhos é uma jóia, porque vale mais que ouro e brilha

mais que um brilhante. Porque é a mais incrível de todas as mães  e tem uma simpatia cativante.  Que nos ensinou a verdadeira arte de amar e viver.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

TAMANHO REALMENTE IMPORTA QUANDO SE TRATA DE ORGASMO FEMININO



 A chave para o orgasmo feminino não está no tamanho do pênis, e sim do clitóris. Pelo menos é o que sugere um estudo do Hospital do Bom Samaritano de Cincinnati, em Ohio, Estados Unidos. De acordo com os pesquisadores, quanto maior e mais próximo o clitóris é da vagina, maior o prazer sexual.
A pesquisa utilizou imagens de ressonância magnética para digitalizar região pélvica de 30 mulheres com idade média de 32 anos. Dez delas relatavam problemas para atingir o orgasmo ou até mesmo nunca ter chegado lá, apesar das tentativas. O restante tinha uma experiência normal durante o sexo.
“Embora a função sexual adequada seja complexa, documentamos que o tamanho do clitóris e a localização pode ser primordial para impactar a função sexual, especificamente o orgasmo”, escreveu a equipe de pesquisadores em artigo publicado no “Journal of Sexual Medicine”.
Quanto menor e mais distante da vagina era o clitóris, mais as mulheres relatavam dificuldades em atingir o prazer sexual. Segundo o artigo, a descoberta pode ajudar a criar estratégias para o tratamento de mulheres que sofrem com disfunção sexual. A equipe de pesquisadores acredita que “embora essas características físicas não possam ser alteradas, a compreensão da fisiologia da resposta sexual feminina já é um avanço”.
- Não há nenhum ponto G. Há um ponto C, o clitóris - afirmou Susan Oakley, principal autora da pesquisa do Hospital Bom Samaritano ao “LiveScience“. - Ele é a fonte de muito prazer sexual para a mulher.
O clitóris
Durante a embriogênese, o desenvolvimento dos órgãos urinários e reprodutores começa igual para homens e mulheres e a genitália é chamada falo. Quando os hormônios sexuais começam a agir, ela se desenvolve e dá origem ao clitóris ou ao pênis, o que os torna homólogos. A cabeça ou glande do clitóris apresenta normalmente oito mil feixes de fibras nervosas, aproximadamente o dobro do que possui o pênis.